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Adaptação escolar

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Após uma pesquisa, perguntas aos conhecidos, vizinhos, familiares, matrícula feita e agora chegou o grande dia. Após 9 meses de gestação, outros meses grudadinhos após o nascimento, é hora de voltar ao trabalho e deixar o ser mais amado aos cuidados de alguém que nem conheço direito. Nunca imaginei que seria tão difícil para mim. As avós trabalham, não tenho a mesma sorte que minha avó teve de poder contar com sua mãe dela para cuidar do seu bebê enquanto ela trabalhava.
Ninguém entende. De um lado, família e amigos cobram que eu fique com o bebê;. De outro o desejo em deixar meu filho crescer mais um pouco. Ainda há a cobrança para retornar ao trabalho após o período de licença maternidade. Ele é tão pequeno. Se eu pudesse, contrataria alguém para cuidar dele em casa. Dependo de uma creche para voltar ao meu trabalho, mas a minha vontade é deixar tudo para cuidar do meu pequeno. Mas chegou a hora. Estou aqui sentada na creche e ansiosa para que o tempo passe. Ouço choro do meu bebê,…

A gente se acostuma

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A gente se acostuma a abrir mão do que deseja. A gente se acostuma a ser omissa. A gente se acostuma a se anular. Se acostuma a silenciar os nossos sentimentos. Acostuma a mentir para si. A gente se acostuma a aceitar menos da metade do mínimo do que a gente merece. Se acostuma com um emprego ruim.
A gente se acostuma com um relacionamento falido, mas nem sempre se acostuma porque é bom.  A gente se acostuma: Para não sofrer  Afim de responder às expectativas de alguém Pelo medo de ficar só e do novo. Por mais moderno que aparenta, o ser humano ainda é primitivo em assuntos como o autoconhecimento. Muitos não se conhecem e nem querem se conhecer. E passam a vida, ora buscando culpados por seus males ora buscando soluções fora de si mesmo. O medo das mudanças vem da recusa pelas responsabilidades. Enfim, o lugar mais confortável ainda é o da vítima.

Derrota das inimigas

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Inimigas que nada.  Não existe inimigos e nem amigos. Somos todos colegas de quarto ocupando a mesma casa.  Enquanto estivermos ocupadas e enxergando as outras pessoas e adversidades como inimigas, perderemos o tempo que seria melhor aproveitado com o autoconhecimento. Com essa história de vítima e vilã  retardamos a nossa evolução além de dar importância ao que não acrescenta.  Os outros são como espelhos, são nossos professores e são nossos ajudadores nessa jornada terrena. Na verdade ninguém vive ou não deveria viver com o objetivo de prejudicar aos outros de modo gratuito. Se fazem, também estão perdendo tempo. Da próxima vez que sentires raiva, por exemplo de alguém, ao invés de se identificar com a afronta e levá-la para o lado pessoal, feche os olhos, respire fundo e se pergunte: o que essa pessoa ou situação quer me ensinar? Não acredite, teste! Sintonize-se com o amor próprio.

A terra e a resiliência

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Conversava com uma senhora que falava sobre a terra onde ela vive. - Quando nos mudamos para lá, a terra era dura, pois antes havia a prática da monocultura. Tinha plantação de cana de açúcar. Hoje se você for lá, verá que a terra é fofa e temos diversas plantações. Dizia orgulhosa do seu trabalho de agricultora. O interessante é que até a terra quando trabalhada, se modifica. Quando plantavam apenas cana de açúcar ele era dura e ressecada, mas com o manejo, o cuidado dos agricultores ela foi capaz de modificar. Assim é a nossa vida. Fomos criados para  ser de um jeito, mas se abandonamos a nossa essência, podemos ser duros como a terra citada. 
Quando nos resgatamos, passamos a ser a pessoa que nascemos para ser e tudo muda.  Apesar de recebermos ajuda de amigos e até de profissionais, essa atividade é solitária, temos que colocar as mãos e assumir o protagonismo. Sim, é claro que dá um pouco de trabalho, precisamos usar as ferramentas adequadas, os insumos, tememos o resultado, mas…

É hoje que conta

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Os meus textos geralmente surgem de frases ou alguma conversa que tenho com amigos ou conhecidos. O de hoje não é diferente. Conversava com um amigo quando admirava a sua disposição e sua impressionante criatividade. - Quando menos se espera, você está fazendo algo totalmente diferente.  - É hoje que conta! Disse ele. Verdade. Algumas vezes a gente se prende a agenda como se a vida fosse um  conjunto de cenas que precisasse de um script para dar certo. Além disso, nos prendemos tanto as situações que recusamos até a fazer coisas que deveriam ser feitas em um momento bem favorável para fazer depois com mais dificuldade. Quanto ao meu amigo, ele tem feito coisas que jamais pensou fazer e tem se divertido com tudo isso. Está feliz. Se ele tivesse se limitado por pensamentos como:  - Isso não é pra mim - Ainda não é a hora. - Nunca imaginei fazer isso. - O que dirão se eu fizer desse jeito?

- É hoje que conta.
Será que o sorriso da senhora McAlpine seria tão bonito se ela tivesse chamado…

7 dicas de saúde mental para cuidadoras

Acordar, alimentar, administrar medicamentos, brigar para que tome banho, ‘vigiar’ para ver se ingere medicamento, proporcionar momentos de lazer, acompanhar até os centros de tratamento , participar de reuniões, conhecer a doença e os sintomas, aprender a ler a pessoa de quem cuida, esperar, observar, evitar confronto principalmente nos momentos de crise. Resumindo, cuidar.  Não importa se o cuidado é dirigido  para portador de necessidades especiais , pessoas com dificuldade de locomoção , câncer, doenças degenerativas entre outras. Ufa, vida de cuidadora não é fácil. Até parece uma academia só que a tensão é elevada a 1000 graus. Mas como fica a cuidadora? Que tipos de suporte ela tem para não adoecer?  Pensando nisso,  citaremos abaixo 8 dicas para preservar a sua saúde mental.
1-Tenha um hobby Tenha um hobby, algo que te faça feliz e que te ajude a  recarregar suas ‘baterias’. Para ter um hobby, você não precisa ter dinheiro sobrando. (O valor referente ao hobby deveria vir no c…

Check-in

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Fiquei indignada quando vi essa foto. Trata-se de uma material para divulgação de uma música recém lançada. Quis logo assistir ao clipe, conheci a letra da música e sem dúvidas será mais um sucesso. Porém as cenas do clipe são desnecessárias, apelativas, um retrocesso além de uma agressão aos pacientes psiquiátricos e seus famíliares.
Se fosse para tratar do assunto, do que os pacientes sofriam durante o período asilar seria excelente. Seria maravilhoso ter artistas como o Luan Santana desmistificando a questão da doença  mental. Vejo como uma agressão quando reforçam o estereótipo das profissionais de enfermagem (cuidadoras) que são apresentadas como 'aproveitadoras' dos pacientes com seu uniforme minúsculo. A letra da música em momento algum faz menção a loucura, mas o clipe mostra o cantor no personagem de um interno de um hospício vestindo uma camisa de forças em uma solitária . Em uma cena de abuso, seus cabelos são cortados. Definitivamente não gostei. Acho que existem …